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Prepare o seu Cadastro de Produtos para a Era da IA

Prepare o seu Cadastro de Produtos para a Era da IA

A inteligência artificial está deixando de ser apenas uma ferramenta analítica e passando a atuar diretamente na execução das tarefas. Esse novo momento, conhecido como Execução Assistida por IA, exige uma mudança de mentalidade — e principalmente, uma base de dados muito mais bem preparada.

Em suma, o cadastro de produtos nunca foi tão estratégico.

O que é Execução Assistida por IA?

Refere-se à atuação direta de agentes inteligentes em tarefas como: montar pedidos, escolher produtos para reposição, recomendar ofertas, criar campanhas e até fechar compras. Tudo isso acontece com base nos dados disponíveis — principalmente os dados dos produtos.

Ou seja: quanto mais completos e estruturados estiverem esses dados, mais eficiente será a ação da IA.

Cadastro de Produtos sendo avaliado por IA

Como isso impacta o cadastro de produtos?

A IA não interpreta “achismos”. Ela precisa de dados precisos e atualizados para agir. Por causa disso, um cadastro inconsistente ou incompleto pode comprometer completamente a tomada de decisão dos sistemas inteligentes.

Imagine um assistente de compras automatizado que precisa selecionar um tênis de corrida para um cliente. Se o cadastro não contém atributos como tipo de uso, material, cor, tamanho e outras especificações, a IA pode oferecer uma sugestão imprecisa — ou pior: não sugerir nada.

Atributos são a nova moeda da recomendação inteligente

O algoritmo só recomenda o que entende. E ele só entende o que está bem descrito. Em um cenário de execução automatizada, atributos bem definidos (como composição, ocasião de uso, compatibilidade, medidas, funcionalidades e diferenciais) são essenciais para:

  • Filtrar corretamente os produtos
  • Combinar oferta com perfil de consumo
  • Evitar erros de recomendação
  • Personalizar a jornada de compra
  • Otimizar campanhas em canais pagos e orgânicos

Por isso, preparar o cadastro para a IA não é sobre volume — é sobre qualidade e estrutura.

Quais erros mais comuns atrapalham a IA?

Muitos varejistas e indústrias enfrentam problemas invisíveis no cadastro, como:

  • Dados duplicados que confundem os sistemas
  • Atributos inconsistentes, como termos diferentes para o mesmo material (ex.: “algodão” vs. “100% algodão”)
  • Falta de padronização nas categorias e descrições
  • Ausência de contexto nos títulos ou descrições (ex.: não mencionar se é infantil, adulto, feminino, etc.)

Esses pontos atrapalham o funcionamento de agentes assistivos, pois dificultam a leitura e o cruzamento de informações.

Como preparar o cadastro para esse novo momento?

Para que a IA entregue resultados, o cadastro precisa seguir alguns pilares fundamentais:

  1. Organização por categorias claras e padronizadas
  2. Atributos obrigatórios, complementares e relevantes definidos
  3. Descrições otimizadas para SEO e leitura automatizada
  4. Títulos consistentes com a linguagem do consumidor e das máquinas
  5. Campos pré-definidos e evitam variações de escrita ou erros humanos
Preparar o cadastro de produtos para IA

Com esses cuidados, o cadastro deixa de ser apenas um formulário técnico e se transforma em uma base de inteligência operacional.

Um cadastro estratégico transforma toda a operação

Empresas que já se anteciparam nesse movimento estão colhendo os resultados. Plataformas como marketplaces, ERPs, hubs de integração e sistemas de IA precisam da mesma base de dados bem estruturada para gerar valor real.

Em suma, a IA executa bem o que está bem cadastrado.

O futuro exige dados prontos para agir

Não basta mais só cadastrar. É preciso preparar os dados para que eles se conectem com os sistemas inteligentes do presente e do futuro. A boa notícia é que você não precisa fazer isso sozinho.

Com a Umami, seu cadastro de produtos se torna inteligente, padronizado e pronto para integrar com os novos agentes assistivos.

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Economia Circular, Recommerce e o Futuro dos Dados

Economia Circular, Recommerce e o Futuro dos Dados no E-commerce

Se tem uma coisa que ficou clara no Web Summit Rio 2025 é que o e-commerce está passando por uma transformação profunda. E essa mudança começa com uma nova mentalidade — não apenas com uma nova tecnologia.

O consumidor atual está mais atento, exigente e consciente. Por causa disso, atitudes como consertar ao invés de trocar, comprar usado em vez de novo e repensar o descarte tornaram-se cada vez mais comuns.

Em resposta, o mercado se adapta rapidamente.

Startups como Real Deal, Brinquedo Livre e Vaapt já apresentam propostas promissoras de recommerce — criando marketplaces especializados em produtos usados, de bolsas de luxo a brinquedos. Inclusive, o setor segue em expansão: a Fleequid, primeiro marketplace digital de ônibus usados (!), levantou €3 milhões para escalar sua operação na Europa.

Fleequid, primeiro marketplace digital de ônibus. Economia Circular e Recommerce

Segundo a Forbes, marketplaces focados na economia circular podem liderar a próxima fase de crescimento sustentável. O mercado de reuso e revenda deve atingir US$ 650 bilhões até 2025, quase o dobro do registrado em 2020.

Mas para essa transformação se consolidar, há um ponto crítico: a qualidade da informação sobre os produtos.

Produtos usados exigem mais do que descrição: precisam de contexto

Vender um item usado é diferente de vender um novo. Afinal, não existe padrão de estoque, e nem sempre a ficha técnica está disponível. Mesmo assim, o consumidor quer — e precisa — dessas informações.

Sem clareza, aumentam as chances de desistência ou devolução. Por isso, marketplaces como a SidelineSwap estão investindo em enriquecimento de dados com informações públicas e análise de imagens enviadas. Além disso, melhoraram os filtros de pesquisa usando os dados enriquecidos. O resultado? Aumento direto na conversão.

Conversas que conectam dados, IA e circularidade

Durante o Web Summit, Fabiola Santana, fundadora da Umami, e André Mendes, fundador da Koya AI, conversaram sobre como suas empresas podem atuar juntas para apoiar o varejo — especialmente nesse novo cenário moldado pelas gerações Z e millennials.

André e Fabiola falando sobre Economia Circular, Recommerce e o futuro dos dados de ecommerce

Fabiola também se encontrou com Eduarda Robinson, fundadora da Real Deal — startup brasileira que intermedia a compra e venda de itens de luxo seminovos. Eduarda compartilhou que a Real Deal está se tornando um marketplace e que a curadoria e a certificação dos produtos serão diferenciais-chave. Além disso, pensa em tornar o acesso ao site exclusivo, com entrada apenas por indicação e aprovação.

Dados bem estruturados são a base da confiança

A inteligência artificial se torna essencial nesse novo ciclo. Isso porque ela consegue:

  • Normalizar atributos
  • Categorizar com precisão
  • Enriquecer descrições com imagens e informações úteis
  • Agregar dados de múltiplas fontes

Tudo isso permite que o consumidor filtre, compare e compre com mais segurança.

Com dados estruturados, não só a experiência melhora, como também a reputação e a conversão da loja online.

Em resumo: a economia circular é boa para todos

A economia circular veio pra ficar. Ela reduz desperdícios, preserva recursos e conecta melhor os produtos com quem precisa deles.

Ela é boa para o bolso, para o planeta — e, com os dados certos, excelente para os negócios.

Publicado originalmente no blog da Koya AI. Acesse o conteúdo original neste link.